sábado, 2 de maio de 2009

O que o post abaixo tem a ver com semiótica e pesquisa qualitativa?

Os leitores deste blog talvez se perguntem: o que o post abaixo sobre a notícia de parceria entre empresas privadas e pesquisadores acadêmicos da área de desenvolvimento de softwares têm a ver com a semiótica e a pesquisa qualitativa?
Eu respondo: tanto a reportagem abaixo, publicada no jornal 'O Estado de São Paulo', quanto a entrevista dada recentemente pelo pesquisador acadêmico Silvio Meira (Professor Titular de Engenharia de Software do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife - C.E.S.A.R) no programa de Marília Gabriela no GNT, em abril/2009 --> nos mostram como a pesquisa acadêmica pode contribuir com o que acontece fora da academia e vice-versa.
Este diálogo é a principal busca do grupo Qualisemeion!
Talvez a área de tecnologia e informática esteja mais adiantada do que nós, pesquisadores da semiótica e da comunicação, mas, persistiremos nesta busca e gostaríamos de dizer a todos os que lêem os nossos posts que todas boas notícias nesta direção são extremamente bem-vindas! Aguardamos comentários e contribuições!

Parceria entre iniciativa privada e academia no desenvolvimento de softwares

Fonte: Estado de São Paulo - Sábado, 02 de Maio de 2009

Empresas investem em pesquisa
Convênio com a Fapesp aproxima companhias como Microsoft, Telefônica e Braskem das universidades

Por Renato Cruz

A relação entre empresa e universidade costuma ser difícil no Brasil. Algumas iniciativas, no entanto, como a parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e companhias como a Microsoft, a Telefônica e a Braskem, começam a mudar este cenário. "Essas empresas buscam contato com a fronteira do conhecimento", afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp. "São parcerias benéficas para as empresas e para as universidades."

A Microsoft apoia projetos como o Borboleta, da Universidade de São Paulo (USP), para uso de tecnologia sem fio por agentes de saúde, e o e-Farms, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para informatização de pequenas fazendas. "Procuramos fomentar a área de TIC (sigla de tecnologias da informação e comunicação)", diz Rico Malvar, um carioca que é diretor-geral da divisão de pesquisas da Microsoft na sede da empresa em Redmond, nos Estados Unidos. "O desenvolvimento do setor de TIC leva uma melhora geral da condição social do País."

Malvar trabalha há mais de 10 anos nos laboratórios da Microsoft, em Redmond. Ele ingressou na empresa com pesquisador em 1997. Como diretor-geral, é responsável por 30 grupos de pesquisa, com cerca de 300 pesquisadores. Malvar aponta que acordos como o da Fapesp são importantes para fomentar a colaboração e dar visibilidade internacional ao trabalho feito no Brasil.

O convênio com a Fapesp começou em 2007, quando a empresa disponibilizou US$ 1,5 milhão para projetos de tecnologia nas universidades. Naquele ano, foram selecionados cinco e, no ano seguinte, mais dois. "Vamos continuar investindo", garante Malvar. Além do dinheiro, o Microsoft doa software para os projetos e coloca os pesquisadores do Brasil em contato com a Microsoft Research, na matriz.

O Projeto Borboleta começou em 2006, como uma iniciativa do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e do Centro de Saúde Escola do Butantã (CSEB), ligado à Faculdade de Medicina da USP. Seu objetivo foi criar um sistema de software para dar suporte aos programas de atendimento domiciliar do Sistema Único de Saúde (SUS).

"Nos dois primeiros anos, o projeto não tinha financiamento e foi desenvolvido voluntariamente por alunos de graduação", conta Fabio Kon, professor da USP que está a frente do projeto. "Nesse período, o desenvolvimento foi bem lento." O apoio da Microsoft permitiu o pagamento de bolsas de pesquisa para alunos de graduação, mestrado e doutorado. Atualmente, seis professores doutores, seis profissionais do centro de saúde e cerca de dez alunos desenvolvem pesquisas relacionadas ao projeto.

Foram desenvolvidos dois módulos de software. O módulo móvel funciona num computador de mão ou telefone celular inteligente, levado pelo profissional de saúde à casa do paciente do SUS. Com o aparelho, é possível coletar informações sobre o usuário na forma de texto, fotografias e relatos de áudio, entre outras formas. O módulo central roda nos servidores do centro de saúde e armazena todo o histórico de saúde dos pacientes, na forma de prontuários eletrônicos multimídia. Os programas estão em teste no centro de saúde.

A propriedade geral gerada pelos projetos apoiados pela Microsoft pertence aos pesquisadores e às universidades. "Todo o software desenvolvido é distribuído como software livre no portal do projeto (http://ccsl.ime.usp.br/borboleta)", ressalta Kon. Isso quer dizer que as pessoas podem acessar o código-fonte (linhas de programação) do software, modificá-lo e usá-lo sem o pagamento de royalties.

Com a Braskem, a Fapesp têm um convênio de R$ 50 milhões, divididos entre a empresa e a fundação, para incentivar pesquisas em processos industriais para produção de plásticos a partir de matérias-primas renováveis, como açúcar, etanol e biomassa. Com a Telefônica, o acordo prevê o uso de uma rede de fibras ópticas de 3,3 mil quilômetros para interligar instituições de pesquisa e laboratórios. Outras empresas que têm convênio com a Fapesp são a Dedini, a Padtec, a Oxiteno e a CI&T.

Segundo Brito Cruz, da Fapesp, um fator que ajuda a aproximar a empresa da universidade é a contratação de cientistas pelas empresas. No caso da Microsoft, por exemplo, a divisão de pesquisas da companhia é a responsável pelo convênio com a Fapesp.

Kon, da USP, destaca que as empresas precisam deixar de ver a universidade somente como fornecedora de mão de obra qualificada, para enxergá-la como fonte de conhecimento especializado e inovação.



FRASES

Carlos H. de Brito Cruz
Fapesp

"Essas empresas buscam contato com a fronteira do conhecimento. São parcerias benéficas para as empresas e para as universidades"

Rico Malvar
Microsoft

"Procuramos fomentar a área de tecnologia. O desenvolvimento do setor de tecnologia leva uma melhora geral da condição social do País"

quarta-feira, 29 de abril de 2009

CALL FOR PAPERS

12 JORNADA DE ESTUDOS PEIRCEANOS DO
CENTRO INTERNACIONAL DE ESTUDOS PEIRCEANOS

18/08/2009
(das 8h30 às 17h30)

PUC - CAIO PRADO, 102, CONSOLAÇÃO
AUDITÓRIO SUPERIOR

Mario Chamie na ESPM



Convidado: Prof. Dr. Mário Chamie

Data: 29 de abril – 4ª feira

Horário: 13h às 14h30

Local: Auditório Renato Castelo Branco

Inscrições: através do e-mail centralinfo@espm.br

Título do debate: Palimpsesto - escavando significações

Como uma sonda de petróleo que vai passando pelas diversas camadas da crosta terrestre até fazer jorrar petróleo, conseguimos com o palimpsesto escavar as significações que estão inscritas em toda mensagem escrita. Assim fazemos emergir as diversas leituras possíveis e formamos uma opinião pessoal além do fato em si, enriquecendo a nossa experiência.

Mário Chamie é Doutor em Ciência da Literatura, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Autor de vários livros, como “A Palavra Inscrita” e “Caminhos da Carta”. É professor titular de Comunicação Comparada da ESPM de São Paulo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Qualitative Data Analysis

Este texto de John Seidel traz uma interessante abordagem da análise qualitativa de dados, baseada na tríade: 1)observação, 2)coleta, 3)reflexão. Acredito que a partir desta trinca seja possível fazer uma correlação com as categorias fenomenológicas peirceanas para o desenvolvimento de uma metodologia de pesquisa com base ontológica.

Aos interessados, segue o link: ftp://ftp.qualisresearch.com/pub/qda.pdf

domingo, 19 de abril de 2009

Estamos tentando ampliar nossa rede!

Se você concluiu uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado, cuja pesquisa acadêmica relacione-se com os campos da comunicação e semiótica e tenha tido uma etapa de pesquisa qualitativa 'empírica' ou de 'campo', por favor, entre em contato conosco através do email qualisemeion@gmail.com. Obrigada!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Palestra com Bernard Miege na ESPM, dia 23/04/09, às 14h


No dia 23/04/09, às 14h, o Prof Bernard Miege estará na ESPM. O tema da palestra será Espaço público, espaço midiático e espaço virtual: reflexões comunicacionais.
As inscrições podem ser feitas através do email: centralinfo@espm.br.